A espera também é repressom: Aroa Egia na Artábria
A artista basca Aroa Egia Robles chega a Ferrol com "o tempo invisível da repressom" umha videoperformance que aborda as consequências pessoais e psicológicas do chamado sofrimento da espera polo julgamento: esse longo período de incerteza entre a acusaçom e a celebraçom do julgamento, em que a possibilidade de umha condena de prisom condiciona a vida e os projetos de futuro.
A partir da sua própria experiência, Aroa transforma umha vivência individual numha reflexom artística sobre um sofrimento coletivo frequentemente invisibilizado, marcado pola ansiedade, o medo e a incerteza.
O encontro contará também com a participaçom de Koldo Tellitu, advogado da artista durante o processo judicial, que fará umha introduçom jurídico-política, e de Ceivar, que abordará a realidade da repressom na Galiza.
Depois dos encontros em Lugo (@madialevagz)e Compostela (@gentalhadopichel), a proposta chega à Artábria para abrir um espaço de reflexom sobre a repressom, os processos judiciais prolongados e as suas consequências na vida das pessoas.
✊🏽 Arte, memória e reflexom política frente à invisibilizaçom da repressom.
📣 Agardamos por vós na Artábria!
16 anos
Este projeto aborda a pegada que a ameaça do cárcere e a incerteza deixam no corpo e na mente de umha pessoa. Nom fala unicamente do cárcere, senom também da espera, do medo e de como o tempo se deforma quando o futuro fica suspenso.
Através de imagens breves, gravaçons domésticas e lampejos visuais, a obra procura transmitir um estado emocional mais do que construir umha narraçom linear. A peça parte de umha experiência pessoal para refletir sobre as consequências invisíveis que deixa a violência institucional, mesmo antes de esta chegar a materializar-se.